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Unidade de comando – parte 2

Unidade de comando – parte 2

Hoje, vamos continuar a falar de unidade de comando.

Com exceção do sistema Le Jetronic, que utiliza uma unidade analógica e necessita de uma outra unidade para o sistema de ignição.

Todos os demais sistemas já trabalham com os sistemas de injeção e ignição incorporadas numa única unidade de comando digital.

Unidade de comando - parte 2

A imagem acima, apresenta uma unidade de comando com
sistema de injeção e ignição integrados, do tipo digital.

Não tente abrir a unidade de comando para fazer reparações. A maioria dos componentes são miniaturizados e soldados em superfície e vários dos componentes são específicos.

Não sendo encontrado em lojas de componentes eletrônicos. Em função da eletricidade estática que se acumula no corpo humano, não devemos tocar os pinos da unidade de comando para não danificá-la de forma irreversível.

Como deve se comportar um mecânico de carros?

O módulo de injeção digital possui duas memórias de extrema importância para o sistema que são: A memória RAM e a EPROM.

Memória RAM

Memória RAMRandon Access Memory ou memória de acesso aleatório Guarda informações enviadas pelos diversos sensores espalhados no motor.

Para que o processador principal da unidade de comando possa efetuar os cálculos. Essa memória também pode guardar informações sobre as condições do sistema através de códigos de defeitos.

A memória RAM pode ser apagada, ou seja, pode-se eliminar todas as informações gravadas. Para isso, basta cortar a sua alimentação, como por exemplo, desligando a bateria.

Memória EPROM

Memória EPROMErasable Ready Only Memory ou Memória de Leitura Cancelável e Reprogramável.

Nesta memória, estão armazenados todos os dados do sistema e do motor, como curvas de avanço, cilindrada do motor, octanagem do combustível etc.

Embora seja uma memória de leitura, através de modernos processos ela
pode ser cancelada e reprogramada novamente, alterando os seus valores de calibração.

Algumas empresas, reprogramam essa memória para dar uma maior rendimento no motor às custas de uma mistura mais rica.

A grande vantagem de um sistema digital é a sua capacidade de armazenar dados numa memória de calibração (EPROM) e depois compará-la com os sinais enviados pelos sensores.

Se algum valor estiver fora dos parâmetros, a unidade de comando começará a ignorar esse sinal buscando outras alternativas para manter o motor em funcionamento.

Nesse momento, é gravado um código de defeito numa outra memória (memória RAM).

E ao mesmo tempo, informa ao condutor através de uma luz de anomalia (localizada no painel de instrumentos) que existe alguma falha no sistema de injeção/ ignição eletrônica.

modulo de comando ECU

A imagem acima, mostra como os sinais chegam à unidade de comando, são processados e saem para controlar os atuadores do sistema.

O diagrama em blocos na figura da página anterior, mostra um típico módulo microprocessado.

Neste diagrama, distinguimos sete funções distintas e cada uma implementa determinada função.

Elas são:

  • Regulador de tensão;
  • Processamento do sinal de entrada;
  • Memória de entrada;
  • Unidade Central de Processamento (CPU);
  • Memória programa;
  • Memória de saída;
  • Processamento do sinal de saída;

Estas áreas estão conectadas entre si. Para entender cada uma dessas partes, iremos discutir primeiramente o regulador de tensão interno.

Regulador de tensão interno

O módulo e os vários sensores, requerem uma alimentação muito estabilizada. A unidade de comando possui seu próprio regulador/ estabilizador.

Muitos dos sensores como os sensores de temperatura do ar e do líquido de arrefecimento, o sensor de posição de borboleta e o sensor de pressão absoluta do coletor de admissão necessitam de uma tensão de 5 volts como referência.

Isso se deve ao tipo de circuitos integrados utilizados na unidade de
comando que só operam com esse valor de tensão.

Unidade de comando tensão interna

Veja na imagem acima, que a unidade de comando envia um sinal de referência (5 volts) ao sensor de posição de borboleta pela linha B, sendo a linha A aterrada na própria unidade de comando.

Através da linha C o sinal retorna à unidade de comando com um valor de tensão variável entre 0 e 5 volts.

Esse sinal de referência deve ter uma variação mínima (entre 4,95 a 5,05 volts). Qualquer valor fora desta faixa deve ser verificado, sendo os possíveis defeitos- chicote elétrico ou unidade de comando.

Processamento do sinal de entrada

Há uma concepção enganosa sobre a função dos microprocessadores em automóveis. Muitos técnicos acreditam que os sinais de entrada movem-se através do microprocessador e retornam como sinal de saída.

Na realidade, os sinais recebidos pela unidade de comando, não podem ser usados na forma que são recebidos.

Entretanto, cada sinal é convertido para um número digital (números binários).

Esses números correspondem a “0 ou 1”. O valor é tido como “0” quando não há tensão de saída e “1” quando existe um valor de tensão (no caso, 5 volts).

Como cada sensor gera um diferente tipo de sinal, então são necessários diferentes métodos de conversão.

Os sensores geram um sinal de tensão compreendidos entre 0 volt a 5 volts (sinal analógico). Estes valores não podem ser processados pela CPU, a qual só entende números binários.

Portanto, esses sinais devem ser convertidos para um sinal digital de 8 bits (até 256 combinações). O componente encarregado de converter esses sinais é chamado de conversor A/D (analógico para digital).

Espero que tenha gostado desse conteúdo.

Um forte abraço e até mais!!!

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Sobre o Autor

Gabriel Campos de Bastiani
Gabriel Campos de Bastiani

Formado em Técnico em Sistemas Automotivos (CREA:221020452-6) e espero trocar conhecimento com todos aqueles que gostam do ramo automotivo, e pretendem montar seu próprio negocio no ramo ou aperfeiçoar seu conhecimentos.

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